Email:

Senha:


Inscrições
News
Eventos 2010
Eventos 2009
Entrevistas
Seu Planeta!
Tech-Talk
Artigos
Penélope
Fotaço
Humor
Download
Bike-Aurélio
Classificados
Arquivo

 

 

A nova geração de quadros ultra-leves resistiria à nós?
Canal Artigos / Postado em 21/02/2010 às 23:29 por Redação BikeBros.com.br
por Hudson Malta

A empresa canadense Cervélo anunciou, agora em fevereiro, o desenvolvimento de uma nova série de quadros de carbono para estrada - Project California - que atingiria um novo patamar na corrida pelo baixo peso: 700 gramas para o tamanho 54. Há indícios de que este valor possa ser ainda menor, pois um protótipo produzido para o ciclista Thor Hushovd, da Cervélo Test Team, pesou 648 gramas.

Gerard Vroomen, co-fundador da marca, não divulgou nenhum dado adicional além do que pode ser visto no vídeo disponível no site da Cervélo (www.cervelo.com). Tudo indica que será baseado no já leve e rígido R3, porém com tubos mais superdimensionados, exceto os "seat tubes", que seguem com o padrão ultra-fino adotado pela empresa anos atrás.

Isto nos leva a pensar sobre os limites que ainda não foram alcançados na indústria de ponta do ciclismo. Além da Cervélo, muitas outras marcas (Scott, Storck, Litespeed, entre outras) possuem modelos de quadros abaixo dos 900 gramas, e todas elas garantem usabilidade e durabilidade compatíveis com qualquer outro quadro mais pesado. O propósito é a construção de bikes realmente leves, abaixo dos 6.800 gramas permitidos pela UCI em competições oficiais, mas que mantenham altos níveis de rigidez e segurança ao ciclista.

Diferente de tempos atrás, estes produtos estão hoje disponíveis para nós, meros mortais. Qualquer um que tenha um "dinheirinho" sobrando (e muita, muita paixão pelo ciclismo...) pode ter o prazer de pilotar máquinas idênticas às dos profissionais de ponta. Porém, estes materiais hiper-leves nem sempre resistem aos rigores e "maus tratos" impostos por ciclistas comuns. Isso nos leva a crer que, talvez, valha a pena trocar algumas gramas a menos por um pouco mais de robustez e durabilidade quando o assunto é "uso amador".





Um exemplo disso é a nova leva de quadros topo de linha, de carbono, que não trazem mais a camada externa, com aqueles típicos quadradinhos da fibra (Cannondale Super Six, Scott Addict, etc). Segundo seus projetistas, esta camada agrega apenas estética e peso às peças, com pouca influência estrutural. Mas é fácil perceber que ela também cria uma proteção adicional, como um "escudo" protetor contra batidas e arranhões, tão comuns em nosso dia-a-dia. Talvez esta leveza adicional até faça diferença para uma equipe profissional, patrocinada com mega-dólares e muitos equipamentos à disposição, mas para o uso amador é certo que a relação custo-benefício destas jóias está longe do ideal.

É claro que nós, amadores, temos todo o direito de aplicar nossos centavos em qualquer peça que nos traga o simples prazer em utilizá-la. Não precisamos atingir níveis de ultra-performance, apenas curtir um bom equipamento e o prazer que ele nos traz. A indústria está avançando bastante, e esperamos que, em breve, tenhamos bikes comerciais, com preços atrativos, abaixo dos 7.5 kilos. Mas esperamos também que esta nova geração de equipamentos esteja preparada para suportar as grosserias e rudezas do nosso universo amador, que está há anos-luz do carinhoso trato que estas ultra-bikes recebem nas equipes profissionais de ponta.

Foto: www.cervelo.com

Comentário:
  (O preenchimento de todos os campos é obrigatório)

 


Normas para publicação: Os comentários são moderados pela redação do BikeBros. Uma vez aprovado o comentário, este será publicado no respectivo artigo. A redação do BikeBros reserva o direito de eliminar um comentário caso o considere inadequado, fora do tema ou ofensivo.