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Sempre correndo contra o tempo? Administre-se e pedale mais!
Canal Artigos / Postado em 02/06/2010 às 23:08 por Redação BikeBros
Texto: Valeria Barros





Olá pessoal, ultimamente tenho observado como o tempo está passando rápido!


A correria do dia a dia, tem nos feito pensar que o dia já não tem mais 24 horas como antigamente... Aí descobri que tem sim; exatamente 24 horas como no tempo da vovó. Acontece que precisamos aprender a administrar o tempo. Isso mesmo! Já pensaram nisso? Li um texto em que o autor nos explica como isso é possível, vou tentar escrever aqui as partes mais importantes. E ele começa assim:





Administrar o tempo é planejar a vida


“ Administrar o tempo não é uma questão de ficar contando os minutos dedicados a cada atividade: é uma questão de saber definir prioridades. Provavelmente (numa sociedade complexa como a nossa), NUNCA vamos ter tempo para fazer tudo o que precisamos e desejamos fazer. Saber administrar o tempo é ter clareza cristalina sobre o que, para nós, é mais prioritário, dentre as várias coisas que precisamos e desejamos fazer e tomar providências para que essas coisas mais prioritárias sejam feitas, sabendo que as outras provavelmente nunca vão ser feitas (mas tudo bem: elas não são prioritárias).”





Muito bem, para nós mulheres definir prioridades é muito difícil! Se eu fosse fazer uma lista, não caberia nesta página nem que se eu usasse uma fonte pequenina e abreviasse as palavras. Mas para os homens acredito que seria mais fácil! ( Meninos, podem contestar se quiserem, ok?) E o autor ainda diz mais:





“Dentre as coisas que vamos listar como prioritárias, algumas estarão ali porque nos são importantes, outras porque são urgentes. Imagino que algo que não é NEM importante NEM urgente não estará na lista de ninguém. E também sei que na lista de todo mundo haverá coisas que são IMPORTANTES E URGENTES. Não resta a menor dúvida de que estas coisas devem ser feitas imediatamente, ou, pelo menos, na primeira oportunidade. Poucas pessoas questionarão isso. O problema surge com coisas que consideramos importantes, mas não urgentes, e com coisas que são urgentes, mas às quais não damos muita importância.”





Caramba! Como definir prioridades importantes e urgentes? Ou importantes e não urgentes? Ou ainda urgentes e sem muita importância? Difícil não?! Mas vamos lá.... o autor continua....





“Digamos que você considere importante ficar mais tempo com sua família. Por outro lado, você tem que trabalhar x horas por dia. Se o seu trabalho é mais importante do que ficar com a sua família, o problema está resolvido: você trabalha, mesmo que isso prejudique a convivência familiar. Mas e se o trabalho não é mais importante para você do que a convivência familiar? Neste caso, provavelmente o trabalho é urgente, no sentido de que tem que ser feito, pois doutra forma você vai ser despedido (ou perder clientes, se for autônomo ou empresário) e vai ter dificuldades para manter sua família (embora, sem trabalho, provavelmente vai poder passar mais tempo com ela…).”





Calma aí! No nosso caso podemos incluir mais um item além da família e do trabalho: a bicicleta. Já temos tão pouco tempo para nos dedicar a ela, não é mesmo? É mesmo minha gente! Difícil de resolver esta parada..... Mas vamos continuar:





“Aqui o conflito é entre o importante e o urgente e é aí que a maior parte de nós se perde, e por uma razão muito simples:” algumas das tarefas que temos que realizar não são selecionadas por nós, mas nos são impostas. Isto é: não somos donos de todo o nosso tempo. Não temos, em relação ao nosso tempo, toda a autonomia que gostaríamos de ter. Quando aceitamos um emprego, estamos, na realidade, nos comprometendo a ceder a outrem o nosso tempo (e, também, o nosso esforço, a nossa capacidade, o nosso conhecimento, etc.).”





Este é um problema real e de solução difícil: não somos donos de boa parte de nosso tempo. Bem que a gente tenta, mas....





“ Acontece, porém, que geralmente usamos mal o tempo que dedicamos ao trabalho (e, por isso, temos que fazer hora extra ou trazemos trabalho para casa), ou mesmo o tempo que passamos em casa. Usar mal QUER DIZER que muitas vezes usamos o nosso tempo para fazer o que não é nem importante nem urgente, mas apenas algo que sempre fizemos, pela força do hábito.





Uma vez me peguei dizendo à minha família que não poderia fazer algo (não me lembro o quê) domingo de manhã porque precisava ler os jornais. Eu lia, religiosamente, a Folha e o Estado aos domingos de manhã .Lia por hábito. Achava que um professor tem que se manter informado. Mas quando disse que "precisava" ler os jornais me dei conta de que realmente não precisava lê-los.


O que de pior poderia me acontecer se eu não lesse os jornais? NADA, foi a resposta que tive honestamente que dar. Se houver algo importante nos jornais provavelmente fico sabendo no noticiário da TV. Existe algo que eu prefiro ler/fazer naquelas manhãs de domingo que ganhei? Claro, muitas coisas PARA AS QUAIS EU ANTES NÃO TINHA TEMPO. Ganhei as horas dos jornais, fui ganhando uma horinha aqui outra ali, para as coisas que eu realmente queria fazer há muito tempo e não achava tempo…”





Essa é a parte que eu mais gosto do texto. Quantas coisas deixamos de fazer? Ás vezes, assumimos compromissos sem perceber o quanto isso pode afetar as nossas vidas. Somos prisioneiros das nossas próprias escolhas... E o autor continua...





“Administrar o tempo é ganhar autonomia sobre a sua vida, não é ficar escravo do relógio. É uma batalha constante, que tem que ser ganha todo dia.”





Bingo! Esse é o X da questão! E ele diz mais...





Que o tempo é distribuído entre as pessoas de forma bem mais democrática que muitos dos outros recursos de que nós dependemos (como, por exemplo, a inteligência). Todos os dias cada um de nós recebe exatamente 24 horas (a menos que seja o último dia de nossas vidas): nem mais, nem menos. Rico não recebe mais do que pobre, professor universitário não recebe mais do que analfabeto, executivo não recebe mais do que operário. Entretanto, apesar desse igualitarismo, uns conseguem realizar uma grande quantidade de coisas num dia outros, ao final do dia, têm o sentimento de que o dia acabou e não fizeram nada. A diferença é que os primeiros percebem que o tempo, apesar de democraticamente distribuído, é um recurso altamente perecível. Um dia perdido hoje (perdido no sentido de que não realizei nele o que precisaria ou desejaria realizar) não é recuperado depois: é perdido para sempre.





Quantas vezes nos pegamos com essa sensação não é mesmo?


Então é nesta hora que temos que parar e pensar e talvez seguir as seguintes sugestões:






“Há os que afirmam, hoje, que o recurso mais escasso na nossa sociedade não é dinheiro, não são matérias primas, não é energia, não é nem mesmo inteligência: é tempo. Mas tempo se ganha, ou se faz, deixando de fazer coisas que não são nem importantes nem urgentes e sabendo priorizar aquelas que são importantes e/ou urgentes. Quem tem tempo não é quem não faz nada: é quem consegue administrar o tempo que tem de modo a poder fazer aquilo que quer.





Por outro lado, ser produtivo não é equivalente a estar ocupado. Há muitas pessoas que estão o tempo todo ocupadas exatamente porque são improdutivas não sabem onde concentrar seus esforços e, por isso, ciscam aqui, ciscam ali, mas nunca produzem nada. Ser produtivo é, em primeiro lugar, saber administrar o tempo, ter sentido de direção, saber aonde se vai. Administrar o tempo, em última instância, é planejar estrategicamente a nossa vida. Para isso, precisamos, em primeiro lugar, saber aonde queremos chegar (definição de objetivos). Onde quero estar, o que quero ser, daqui a 5, 10, 25, 50 anos?





O segundo passo é começar a estrategiar: transformar objetivos em metas (com prazos e quantificações) e decidir, em linhas gerais, como as metas serão alcançadas.





O terceiro passo é criar planos táticos: explorar as alternativas específicas disponíveis para se chegar aonde queremos chegar, escolher fontes de financiamento (emprego, em geral, é fonte de financiamento), etc.


Em quarto lugar, fazer o que tem que ser feito. Durante todo o processo, precisamos estar constantemente avaliando os meios que estamos usando, para verificar se estão nos levando mais perto de onde queremos estar ao final do processo.





Mas tudo começa com uma verdade tão simples que parece uma platitude: se você não sabe aonde quer chegar, provavelmente nunca vai chegar lá por mais tempo que tenha. Quando o nosso tempo termina, acaba a nossa vida. Não há maneira de obter mais. Por isso, tempo é vida. Quem administra o tempo ganha vida, mesmo vivendo o mesmo tempo. Prolongar a duração de nossa vida não é algo sobre o qual tenhamos muito controle. Aumentar a nossa vida ganhando tempo dentro da duração que ela tem é algo, porém, que está ao alcance de todos. Basta um pouco de esforço e determinação.”





Dedico este texto ( mesmo não sendo meu) a todos os ciclistas que, mesmo tendo que trabalhar, estudar, cuidar da família ou qualquer outra coisa, estão tentando administrar o seu tempo e dedicar um pedacinho dele para alcançar um objetivo: pedalar. E também para aquelas pessoas que não estão pedalando, mas que fazem parte do “circo”, organizando, fotografando, ou colocando a mão na massa, para que outros possam brilhar na festa. É isso!





Um abraço a todos e até breve!





Valéria Barros






REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA


Este texto é um resumo do artigo "Administração do Tempo" escrito em 1992 por Eduardo O.C. Chaves. O texto completo deste artigo está disponível em www.chaves.com.br/textself/misc/timemgt.htm



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